Festival de Cannes – Destaques

O Festival de Cannes chegou ao fim no último sábado, 19 de maio, e nós do Prime te trazemos os principais destaques da premiação.

 

Igualdade de gênero

82 mulheres que trabalham na indústria cinematográfica, lideradas por estrelas como Cate Blanchett, Marion Cotillard e Salma Hayek, exigiram no tapete vermelho igualdade salarial em um protesto histórico. O número de participantes representa diretoras indicadas à premiação ao longo dos 71 anos de festival.

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 Foto: Jean-Paul Pelissier/Reuters

 

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

O longa mineiro conquistou o prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar. A produção foi gravada durante 9 meses e traz os membros da comunidade indígena Krahô interpretando eles mesmos e falando em seu próprio idioma.

Aproveitando a visibilidade, os produtores brasileiros Thiago Macedo Correia e Ricardo Alves Jr., a coordenadora de produção brasileira Isabella Nader, a cineasta Renée Nader Messora, o cineasta português João Salaviza, um convidado e os atores brasileiros Ihjac Kraho e Koto Kraho protestaram a favor da demarcação de terras e contra a morte do povo indígena.

Aqui no Brasil ainda não há previsão de estreia do longa.

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Foto: YANN COATSALIOU / AFP

 

O Orfão

O curta da brasileira Carolina Markowicz ganhou em Cannes a Queer Palm. A produção, baseada em fatos reais, é sobre um adolescente adotado que é devolvido ao orfanato por ter um caráter afeminado. Jonathas, interpretado por Kauan Alvarenga, gosta de passar batom e usar vestidos femininos. 

Criado em 2010, este prêmio independente recompensa um filme que aborde a temática LGTB entre todos os apresentados em Cannes.

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Foto: Divulgação

 

O Grande Circo Místico

Em uma sessão especial fora de competição, o cinestas Cacá Diegues marcou presença em Cannes com o longa “O Grande Circo Místico”.  O filme conta a história de cinco gerações de uma família circense e descreve como a sociedade foi mudando ao longo dos anos.

Os jovens cineastas brasileiros têm muito estilo, personalidade, com uma diversidade que é muito importante. Porque o cinema brasileiro não pode ser uma única coisa, já que o Brasil é um país diverso. (Cacá Diegues)

Estiveram junto do cineasta em Cannes as atrizes Mariana Ximenes e Bruna Linzmeyer. 

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Foto: Déborah Néris /FDC

 

Diamantino

A coprodução Brasil, Portugal e França, “Diamantino” venceu o grande prêmio da Semana da Crítica, mostra paralela do Festival de Cannes. O filme foi definido pelo diretor artístico da semana de crítica, Charles Tesson, como “uma comédia delirantes sobre o mundo do futebol e cães peludos”. 

Diamantino é uma estrela do futebol mundial, até que, de repente, perde todo o seu talento e se aposenta como um fracasso aos olhos da opinião pública. A partir disso, o ex-craque passa a procurar um novo propósito para a sua vida. 

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Foto: UFO Distribution

 

Fonte: AdoroCinema / G1 / Uol